Ele e Ela. Ela e Ele. - Parte Dois

sábado, março 04, 2017 5 Comentários





Leia Ouvindo: Tom Odell

E lindamente a semana se passou. Ele aproveitou todos os últimos dias junto a ela. Almoçaram juntos todos os dias, ela dormiu no apê dele, eles foram ao cinema juntos, compartilharam o fone de ouvido e beijaram-se em outros tantos momentos. Aqueles últimos dias para ele, era como se fosse o que ele realmente precisasse, e para ela era cada dia uma despedida.

A formatura dele era hoje à noite e ele não estava nem um pouco animado, era desesperador ver a hora passar. Ela abriu a porta e saiu do quarto, estava linda, deslumbrante na verdade. Ele sorriu a abraçou e disse que não podia terminar assim. Ela disfarçadamente mudou o assunto perguntando se ele ia ou não terminar de se vestir.

Eles chegaram juntos e de mãos dadas, como se novamente estivessem entrando na festa de formatura do colegial, só que dessa vez com roupas mais bonitas e com muito mais autoconfiança em si mesmos. 

Eles riram a noite toda. Ficaram o máximo possível juntos. Eles sabiam que assim que a festa acabasse tudo mudaria. Eles sabiam que seria difícil dizer adeus, ou até breve. Ela sabia que partiria mais uma vez o seu coração dele, que sabia que mais uma vez ela escolheu a vida de seus sonhos, e ainda assim seu amor por ela não diminuía. Ele a achava forte e sabia que também era difícil para ela, mesmo que ela não demonstrasse.

A valsa foi anunciada e os dois corações batiam mais e mais rápido. Ele estendeu a mão a ela. Ela apertou com força. Ele percebeu que os olhos dela brilhavam muito mais que o normal, percebeu também que ela se esforçava para que nenhuma lágrima caísse.

Assim que a música terminou, os casais todos se separaram e aplaudiram um ao outro. Mas eles não, ele a abraçou e disse que não queria que a música jamais acabasse. Ela sorriu, deu um beijo no rosto dele, colocou a mão em volta do pescoço dele e sussurrou que estava muito feliz de estar com ele nesse momento tão importante, mas que ela precisava ir e ele tinha que aproveitara sua festa de formatura com as pessoas que estiveram com ele nos últimos quatro anos. Sem dar espaço para que ele respondesse qualquer coisa, ela saiu bem rápido, limpando as lágrimas que teimavam em cair, nesse exato momento começa a tocar a música favorita dela, “And I’dgive up forever to touch you, ‘Cause I know that you feel me somehow...”, ela para por um instante, sente seu coração quase sair pela boca, mas com toda frieza que é capaz de sentir, ela continua  andar sem olhar para trás, enquanto ele está parado olhando ela ir, ele vê ela parar, respira fundo e começa andar em direção a ela, que também continuou a andar em direção a saída.

Ela chegou no aeroporto e foi trocar de roupa e limpar a maquiagem que estava toda borrada de tanto chorar.
Entrou no avião e seu coração estava em pedaços. Seu celular não parava de chegar mensagens, e em todas era ele. Ela não conseguia encontrar palavras que não o machucassem mais.

Chegando em Londres ela mandou uma mensagem apenas dizendo que havia chegado e que estava tudo bem. Uma semana depois ela mandou mensagens dizendo que estava amando o lugar, que estava estudando bastante e que em breve ligava para ele para contar todos os detalhes. A única resposta dele foi “Legal. Que bom que todos os seus sonhos estão se realizando. Boa sorte”. Ela sabia que ele estava desejando tudo do fundo do coração, mas também entendeu que aquelas poucas palavras eram para ela deixar de mandar mensagens. Ela sabia que toda vez que ele recebia suas mensagens seu coração se despedaçava mais uma vez.

Passou um ano. Ela estava triste, com saudades, cheia de coisas para contar. Pegou o telefone e ligou para ele, tocou diversas vezes até que ela percebe que aquele “Alô” não é familiar. Ela desliga o telefone e sem que perceba já está chorando e imaginando diversas coisas sobre ele e a voz que atendeu. Poucos minutos se passam até que seu telefone começa a tocar e o nome e a foto dele aparecem no visor. Seu coração congela. As borboletas no estômago parecem que estão entrando em guerra. Ela respira fundo e atende. Ela logo vai se explicando que desligou achando que tinha ligado errado. Ele ri, mas não se explica. Eles conversam tão natural como se tivessem se falado a poucos dias. Um descreve ao outro um resumo do ano. Ele diz tchau e pede para ela se cuidar, ela agradece, deseja o mesmo a ele, mas antes de desligar pergunta quem tinha atendido o telefone, e ele fica mudo. Ele começa dizendo que queria que ela soubesse por ele, e pede desculpas por não ter lhe contado assim que começou. Ela em meio a lágrimas balança a cabeça que está tudo bem como se ele pudesse ver ela naquele momento. Ele a chama, já que ela deixa de responder, mas ela diz que está tudo bem, que isso ia acontecer uma hora ou outra, diz que precisa desligar porque precisa voltar estudar e se despede.



Ela pega seu casaco e sai, ela precisava respirar, sentir o ar frio. Depois de quase uma hora caminhando ela entra num pub para se esquentar um pouco. Pede uma tequila, fica uns cinco minutos olhando para sua dose, empurra ela um pouco para mais longe. Nesse momento percebe que sentou um cara ao lado dela, ela puxa para mais perto dela aquele copo ainda cheio. O cara pergunta porque ela não bebe logo. Ela responde com os ombros, como se ela mesma não soubesse o porquê, e apenas diz que nunca saiu beber sozinha e que aquilo parece depressivo demais até para ela. O cara chama o garçom, pede a mesma coisa que ela, ergue o copo e diz que ela não está mais sozinha. Ela sorri e vira aquela dose. E vira mais outra e outra e outra. E sem saber bem o que está fazendo ela percebe que está beijando aquele estranho. Mas ela não se sente mal com o que está acontecendo. Tudo parece confuso, um tanto errado, mas ao mesmo tempo libertador.

No outro dia ela acorda cedo, e aquele cara até então ainda estranho, está deitado ao lado dela. Ela está ainda confusa com a outra noite, mas não deixa de notar o quanto ele é bonito. Ele acordou, olhou para ela e sorriu. Disse que ela podia ficar calma porque não aconteceu nada entre eles. Mas que ela tinha pedido para ele passar a noite lá, caso ela quisesse fazer alguma ligação comprometedora. Ele se apresentou novamente a ela.

- Bom dia Gabriela, não sei se você se lembra de tudo, mas sou o Noah. Sei quase tudo sobre você agora – e sorriu.

Noah contou tudo o que ela tinha contado a ele. Eles riram diversas vezes e ela agradeceu por ele ter sido legal. Eles trocaram os números um com outro e combinaram de se ver outra vez.

E logo passou um ano que Gabriela e Noah estavam juntos e felizes, e ela achou que não sentiria isso com ninguém além do Fernando.

Ela estava ficando triste e ansiosa, o último dia da pós-graduação enfim chegou. E com isso também chegava ao fim seu momento em Londres, a não ser que ela aceitasse a vaga de redatora onde ela trabalhou enquanto fazia a pós, mas essa vaga era apenas de um ano. Depois disso ela teria que seguir com os próprios passos. Ela e Noah ainda não tinham falado sobre isso. Terminando a pós, também terminava o contrato de alojamento dela em Londres. E mesmo que ela aceitasse a vaga de redatora ainda assim ela não teria onde morar.

Noah a convidou para morar com ele por esse ano ou até ela resolver todos os seus problemas. Ela aceitou e disse que ajudaria ela com os gastos e com a organização do apê. Ela tinha encontrado uma pessoa boa, que gostava dela e que sabia tudo sobre ela. Realmente tudo. 

Noah trabalhava com fotografia, e tinha diversos trabalhos para o final de semana. Ela não se importava de ficar sozinha, na verdade até gostava um pouco, aproveitava para arrumar as coisas na casa dele e conhecer o espaço. Aproveitou que estava sozinha e passou horas na internet fazendo coisas aleatórias, até que aparece em sua tela de atualização de status “Fernando ficou noivo de Isabela”, seu coração disparou e parece que tudo ficou preto. Ela não acreditava no que lia. Ela não acreditava que todos os amigos em comum deles comentavam e curtiam, desejavam felicidades. Ela ouviu um barulho de chave abrindo a porta da sala, sentiu um medo, mas graças a Deus era apenas Noah. Ela achou estranho, mas no fundo ficou feliz. Ele tinha chegado mais cedo do que o planejado. Disse que não queria deixar ela sozinha no primeiro final de semana dela morando com ele. Ela sorriu e disse que ele era maravilhoso. Ele perguntou se tinha acontecido alguma coisa com ela, pois ela estava com uma cara de triste. Ela convincente disse que não. Que estava apenas com saudades dele. Ele sorriu de volta e disse que tinha uma surpresa. Falou para ela se arrumar que eles iriam sair. 

Ela conseguiu se animar de verdade e colocou a melhor roupa que tinha naquele momento fora das caixas. Entrou no carro e ele entregou dois tickets a ela “Wrong Crowd Concert – Tom Odell in Camden Assembly”. Ela gritou de felicidade. Tinha tentado comprar ingressos duas vezes para esse show e estava “Sold Out”. Realmente Noah a conhecia muito bem. 

Ela cantava todas as músicas e o agradecia em todas as músicas com um beijo no rosto. Assim que “Constellations” começou a tocar ela o abraçou e disse que não poderia estar em melhor lugar. Noah sorriu, pegou sua mão, disse que não era apenas para o show que ele havia trazido ela, disse que tinha uma coisa a dizer. Ele sorriu novamente, pois ele sabia que aquele sorriso a encantava. Noah olhou-a nos olhos e disse que sabia que ela ficaria por mais esse ano, mas que ele queria que ela ficasse para sempre com ele e que não importava se fosse em Londres ou no Brasil. Assim que ele disse Brasil o coração dela congelou e ela se lembrou que o Fernando estava noivo de uma tal de Isabela. Ela sorriu e disse que também queria estar com ele por muito mais tempo e não apenas mais esse ano. Eles nunca tinham falado sobre isso. Noah tirou uma aliança do bolso, e disse que aquilo não era um pedido de casamento, mas sim um pedido para que ela não saísse de sua vida.

Ela o abraçou com tanta força. Com tanto amor. Tudo parecia um filme, aquela música, aquele pedido, aquele dia péssimo que ela tinha passado sozinha. Tudo parecia mentira naquele momento.



Parte Dois termina por aqui.

E ai? O qua estão achando da história?













Ele e Ela. Ela e Ele. - Parte Um

terça-feira, fevereiro 28, 2017 9 Comentários


Quando eles se conheceram eles tinham dezessete anos, estavam no último ano do colégio. Ela gostava das aulas de português e ele amava a educação física. Ela tinha vários amigos e ele o novato da escola. Eles quase não se viam, mas quando se esbarravam nos corredores, os olhares sempre se cruzavam.
Pouco tempo passou, e eles começaram um romance, aquele tipo de romance que quando olhamos de longe sentimos vontade de viver a mesma história. Eles eram felizes juntos, sempre sorrindo, sempre de mãos dadas, aquele tipo de casal que todos querem ser amigos, apesar disso, parecia que os dois nunca viviam no mesmo instante. Ele ganhou uma bolsa de estudos em uma faculdade particular e ela passou no vestibular de uma cidade bem longe, mas que para ela era tudo.
Eles se amavam, estavam apaixonados, mas cada um tinha um sonho e cada sonho estava prestes a se realizar. 
A primeira decisão deles foi continuar o namoro mesmo que á distância. Eles trocavam mensagens, conversas no WhatsApp, FaceTime, e no início, trocaram até alguns meses de cartas, daquelas escrita a mão. Mas alguns dias, que nenhum dos dois conseguia palavras para dizer alguma coisa ao telefone. Tinham dias que parecia ser um alívio quando o outro tinha aula até mais tarde e avisava que não poderia fazer as ligações que costumavam todas as noites. 
Ela, um pouco mais racional com os sentimentos, pouco mais centrada nas decisões, foi a primeira a sugerir um fim. Ele, sempre tão apaixonado, sempre querendo agradar ela, sempre sendo carinhoso, respirou fundo e disse que se aquela fosse escolha dela ele aceitaria mas não deixaria de amá-la e de tentar fazer dar certo. Por um bom tempo ele ainda mandava mensagens e fazia algumas ligações, ela a cada ligação e a cada mensagem recebida, desabava sozinha em seu quarto, lágrimas caiam! Algumas vezes ela pensou em parar de atender, mas aquilo lhe fazia bem! A voz dele fazia ela sorrir mesmo que fosse em meio à lágrimas! 

Com o tempo ele foi parando de ligar e mandar mensagens! Ela sentia falta todos os dias, mas ela sabia que não conseguiria manter um relacionamento a distância. Eles estavam vivendo cada um seu sonho, coisas que eles planejavam antes mesmo de se conhecerem. Ela queria que ele realizasse todos os seus sonhos e que o relacionamento a distância não o prendesse e que não o afastasse dos amigos. Como eles moravam longe os amigos eram importantes.

No dia do seu aniversário de dezenove anos, ela recebeu uma carta e um buquê de flores, suas flores preferidas. E no final da carta, aquelas três palavras que seu coração imaginou nunca mais sentir, eu te amo.

Ela sentiu aquele mesmo frio na barriga de quando o via chegar em frente à sua casa, ou quando ele chegava sem avisar e ela sentia seu perfume! Como ela o amava, era apenas nisso que ela pensava.

Ainda faltava pouco mais de dois anos para que cada um terminasse o seu curso e eles quase nunca se falavam, mas quando saíam com os amigos, e acabavam bebendo um pouco demais da conta, um ligava para o outro, mandavam mensagem, áudio no WhatsApp, e essas coisas que todos fazemos pelo menos uma vez na vida. 

Mais um ano se passou e dessa vez chegou o dia do aniversário dele, e ela pensou em fazer uma surpresa! Pegou primeiro avião, comprou um presente no aeroporto, colocou o melhor sorriso no rosto, sem medo, sem desespero e foi para a festa de aniversário dele! 
Mas sabe quando queremos fazer uma surpresa e somos nós que acabamos surpreendidos?? 
Então... 
Ela chegou na festa bem na hora dos parabéns!! E viu ele brindando com uma amiga e a beijando!! Ela já tinha visto ela nas fotos de festinha, com amigos da faculdade, em curtidas no facebook. Mas nunca, nunca lhe passou pela cabeça que eles estariam juntos, afinal ele amava ela.

Mesmo antes de entrar na festa ela acabou indo embora, e não falou com ele sobre isso.

E mais um ano se passou. Eles terminaram seus cursos na faculdade, ele a convidou para sua formatura e pediu que ela o acompanhasse e que pudesse ser seu par na valsa! 
Ela aceitou e também convidou ele para sua formatura e sua dança, afinal não haveria ninguém melhor para ser seu par! 
A formatura dela foi primeiro! Ele foi, estava lindo, com o perfume preferido dela! Sua gravata combinava com o vestido dela e seu sorriso fazia ela sorrir de volta! 

Ele perguntou porque ela tinha desaparecido dele e porque ela não respondia mais as mensagens, e porque não foi nós dois últimos aniversários dele! 
Ela virou o rosto porque seus olhos se encheram de lágrimas e respondeu apenas que nesse último aniversário não foi porque não sabia se a namorada dele iria se chatear! 
Ele riu! Perguntou se ela estava doida, que ele não tinha nenhuma namorada e que ela sabia muito bem disso. 
Ela chateada com a conversa apenas disse que ele não pareceu não ter uma namorada na festa de aniversário de vinte anos! 
Ele achou estranho ela falar sobre uma festa de aniversário de dois anos atrás e uma festa que pelo que ele se lembre ela não estava! 
Foi aí que ela contou que foi fazer uma surpresa! 
Ele não sabia por onde começar a se explicar, então ela, com todo encanto que tem, apenas pediu que ele lhe abraçasse até a música acabar, sem dizer nada! 
Eles se beijaram, quase três anos depois do fim daquele relacionamento a distancia, eles se beijaram novamente! E parecia que eles nunca tinham deixado de se ver, de se amar! 

Pela manhã ele a acordou com um belo café na cama e um pedaço de papel escrito a mão: "Me desculpe".
Ela o olhou, o abraçou e parecia que não havia mais ninguém no mundo, só os dois! 

Ela o convidou para almoçar, disse que precisavam conversar. Almoçaram e a hora que ele mais temia chegou! Ela começou dando parabéns a ele pelo término da faculdade, eles combinaram como seria a formatura dele e por fim ela disse que ia fazer uma pós graduação, que tinha ganhado uma bolsa de estudos numa excelente Instituição.
Ele achou excelente, deu os parabéns! E aí parece que tudo mudou... ela disse que a bolsa era em Londres e que passaria no minimo dois anos por lá! Que a viagem era logo pela manhã depois da formatura dele, em menos de uma semana ela partiria.
Ele sentiu seu coração acelerar e ao mesmo tempo paralisar! Depois desse final de semana e com o final da faculdade deles dois ele achou que tudo voltaria a ser como antes! Achou que ela voltaria para a cidade deles e que eles teriam a chance de recomeçar onde pararam!



Parte Um -  termina aqui! Em breve você saberá o final dessa história!

E ai, alguma dica para nome dos personagens?







Meu universo dói...

domingo, janeiro 08, 2017 19 Comentários


Ás vezes você pode ter os melhores amigos ou até mesmo terapeutas, mas parece que as palavras não conseguem ser ditas, ou talvez que elas sairão de forma errada, a verdade é que sempre há segredos e cicatrizes em nosso coração que não conseguimos compartilhar.

Não sei como me expressar por aqui hoje, sem parecer meio confusa. A realidade é que a saudade chega em momentos que não conseguimos controlar, momentos até mesmo daqueles felizes como ir ao cinema. Sim, hoje fui ao cinema assistir ao filme “Minha mãe é uma peça 2”, e lhes digo, sai de lá com o coração um tanto apertado.

Como sair triste de um filme de comédia?

Para ser franca a felicidade aleatória do mundo a minha volta muitas vezes me emociona. Coisas das quais sei que não poderei viver outra vez, como passear com a minha mãe no shopping, dar um abraço na minha avó em um dia lindo de Natal, coisas que por direito eu já não tenho mais direito.

Confesso que assisti ao primeiro filme e achei a personagem do Paulo Gustavo bem engraçada, mais parecia gritar o filme todo. Dessa vez achei menos acelerada, mais mãe da vida real. Tenho certeza que todos veem suas mães e avós em muitas cenas.

Dessa vez eu vi minha mãe em tantos trechos que sai da sessão com o coração meio apertadinho, mas a cena em que eles quatro (mãe e seus três filhos) estão jogando Stop na mesa da cozinha me fez sorrir e ao mesmo tempo sentir as lágrimas escorrerem, porque eu vivi isso, e parece que foi a tantos e tantos anos atrás que eu não me lembrava mais da sensação.

Eu sinto falta da minha mãe todos os dias, apesar de a maioria dos dias parecer que está tudo indo muito bem, tem dias que a saudade destrói o coração. Tem dias que eu desejo apenas que acabe o dia para que eu sobreviva ao seu final.

Eu sei que eu sou outra pessoa desde que ela se foi, sei que me tornei melhor e muito mais forte, mas tem dias que eu preciso desmoronar. Tem dias que eu preciso me permitir ser fraca.


Uma dica eu deixo a todas as pessoas que tem uma mãe ao seu lado, ame-a. Simplesmente assim. Ame-a com tudo que você pode, com todo seu carinho e sua dedicação. Não há nada na vida que chegue perto do abraço de uma mãe.



sábado, dezembro 31, 2016 Nenhum comentário


Mais um dezembro chega e passa tão rápido quanto os piscas nas casas e árvores ao caminho!

Dezembro nos trás esperanças de que vem um novo começo, de que temos uma nova chance de consertar, reconquistar, recomeçar!

Recomeçar nossas listas de planejamentos anuais, academia, contas a pagar e dinheiro a guardar! Recomeçar aquela série que paramos a tempos, ou até mesmo replanejar aquele curso de inglês que há uns cinco anos está nas nossas listas de Ano Novo Vida Nova!

Dezembro encerra aquilo que deixou nosso coração apertado e sombrio, ele surge como aquela luz no fim do túnel!!

Eu tive um ano do qual não posso deixar de agradecer, pois consegui riscar várias coisas da minha listinha de coisas a fazer, como:
Não misturei meus problemas de vida e trabalho;
Desenvolvi pessoas e vi o crescimento das mesmas dentro da empresa em que trabalho;
Fiz uma nova amizade e ainda assim mantive todas as minhas amizades verdadeiras;
Tive as férias que eu planejei durante tanto tempo - Argentina e amigas;
Consegui reunir todas as pessoas que eu amo no dia do meu aniversário;
Viajei em família com meus irmãos e sobrinho;
Fui a todos os shows que eu quis;
Fiz minha primeira tattoo colorida e mais algumas depois;
Tive um bom ano no meu trabalho;
Me empoderei muito mais e cada dia mais acredito e aceito o feminismo;
Encontrei finalmente o ruivo tão desejado por mim;
Acredito que fiz diferença em algumas pessoas esse ano;
Passei todo o tempo que pude com meu sobrinho de 4 aninhos, entre cinema, passeios e nossas festas de pijama;
Fui promovida no final do ano;
E por fim me compreendi mais e me amei por isso!

Que cada um de nós possa aceitar o que a vida nos planeja e que saibamos lidar com as surpresas boas e também as que nos tiram do trilho!

Que Janeiro de 2017 seja apenas o primeiro mês de descobertas e renovações em nossa vida!

Feliz ano novo!

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Mas e se eu tivesse pedido para você ficar?

sexta-feira, setembro 23, 2016 8 Comentários

Leia Ouvindo: All I Ask - Adele


É como se alguém perguntasse, está tudo bem? Me conte um pouco sobre você?

E vem tudo à mente outra vez, você revive aquele final como se estivesse assistindo mais uma vez seu filme preferido, só que dessa vez machuca! Dói relembrar, dói dizer em voz alta tudo outra vez! Dói assistir de novo aquelas cenas na mente, dói reviver cada palavra daquela despedida!

Você se foi e não olhou para trás, parece que sabia que eu estava esperando você olhar para poder pedir para você ficar só mais ou pouco ou para sempre!
Você nunca atendeu nenhuma ligação, como se soubesse que me mataria aos poucos ouvir sua voz, saber de você!
Você nunca respondeu cartas, e-mails e qualquer tentativa de contato, como se você realmente soubesse que eu iria atrás de você onde quer que você estivesse!

Eu pedi para você me deixar,  me deixar viver e você simplesmente fez tudo aquilo que eu sempre pedi!
Mas e se eu tivesse pedido para você ficar?
Será que teria ficado?
E porque também não pediu para ficar?

Parece que o que vivemos apenas foi inventado por mim, perece que foi inventado para ser bonito, para ser tipo aquelas músicas da Adele, triste, lindo e perturbador!

Não sei se sinto falta de você ou se sinto falta de alguém que olhe nos meus olhos e saiba realmente o que se passa em minha alma! Porque o que tínhamos um pelo outro ia além dessa vida e de corpos, de toques! Foi algo que não senti com ninguém na vida, foi único e nada no mundo fazia falta e nem sentido quando estava ao seu lado!

Foi o amor mais lindamente insano que eu vivi!

Eu não sei onde você está hoje e não vou procurar saber por muitos anos, sei que está tudo bem com você, porque meu coração e minha alma me dizem!

Talvez nunca nos encontraremos de novo nessa vida, mas com você eu descobri "eu", com você eu me tornei a mulher da qual me orgulho, com você vivi sonhos, vivi decepções e mais que isso vivi o Amor, amor daqueles que nos faz sentir vontade de matar e morrer, amor esse, daqueles que gela o estômago e gela alma, amor desses que você sabe que valeu a pena viver mesmo que o fim não seja aquele de"felizes para sempre".




E ai, quantas vezes vocês passaram por essa situação de "E se?". Deixe seu comentário e curta a Página do Blog lá no Facebook!!!





Existe mais do que podemos ver?

segunda-feira, junho 13, 2016 9 Comentários



Quando você não sabe mais se vive ou apenas sobrevive aos dias da sua própria vida, você senta nas escadarias e sente o frio que congela não só seu rosto, mas também seu coração!

Eu pensei que amávamos uma vez na vida, e pensei que isso bastasse! Mas não basta! E eu não quero passar o tempo que me sobra sem amar outra vez! Eu quero sorrir quando alguém abrir minha porta da sala! Quero sorrir quando sentir o perfume que vai acelerar meu coração! Quero sorrir quando olhar nos olhos de alguém e sentir que é esse o meu alguém! Quero alguém para me fazer feliz e alguém que eu possa fazer também!

Aos quatorze anos eu imaginava como seria a minha vida, minha casa com meus três filhos e um marido tão bondoso!

Aos quinze tive a minha primeira e traumatizada decepção amorosa, daquelas com direito a música de fossa e brigadeiro de panela!


Aos dezoito eu percebi o quanto é maravilhoso ser jovem e viver tudo aquilo que queremos!

Aos vinte eu achava que não precisava de ninguém e que a felicidade é conquista diária minha (isso da felicidade ainda acho aos vinte e oito)!

Aos vinte e dois tive a minha segunda dolorida decepção amorosa!

Depois disso desacreditei um pouco mais no amor, depois disso assisti todos aqueles filmes tristes de romance, depois disso li todos (ou quase todos) aqueles livros do Nicholas Sparks.

Aos vinte e quatro eu estava focada em ser feliz - sozinha. Realizei várias coisas da minha lista de sonhos e desejos, fui a todos os shows e festivais que eu quis (e isso faço até hoje)!

Aos vinte e cinco eu tive a minha terceira decepção amorosa, mas essa foi diferente, porque foi dez anos após aquela primeira, mas a pessoa continuava sendo a mesma! Sim!! Eu pulei algumas etapas nessa história, mas apenas porque não houve história nesse tempo, porque não houve conversa, e porque era como se nada tivesse sido vivido, e talvez se eu tivesse sido diferente desde o início dessa história, quem sabe a minha história também teria um final diferente! E tudo o que vivo hoje seria outro!

Aos vinte e seis eu me sentia segura de quem eu era e das coisas que eu havia escolhido viver. Eu me sentia segura e não tinha medo de dizer que eu estava bem sozinha! (E eu sei que eu estava, pelo menos naquele momento).

Hoje aos vinte e oito, faltando pouco mais de um mês para os vinte e nove, eu estou em crise comigo mesma! Não sei se tem algo com a chegada dos quase trinta, não sei se tem algo com as perdas que tive nos últimos anos. Não sei se querer estar sozinha é o que eu quero lá no fundo do meu coração! Pensando no meu futuro (até ontem) eu imaginava eu, sozinha, feliz, realizada, destemida. Ponto. É isso! Eu minha casa, minhas coisas e minha liberdade adquirida lá aos quatorze anos, o melhor presente que ganhei até hoje de alguém! Sim, eu ganhei da minha mãe, junto a essa liberdade privilegiada veio a confiança que ela sentia em mim. E eu me apeguei tanto a isso que durante anos e anos questionei se valia a pena abrir mão por uma pessoa, quem quer que essa pessoa fosse.

Eu assisti “Diário de uma Paixão”, incontáveis vezes! Achava (ainda acho) o casal Noah e Allie o melhor dos casais de livro/filme de romance. Eu achava que amor de verdade era tudo aquilo! Da mesma forma que eu nunca perdoei a Rose por deixar o Jack na água fria!! Mas a verdadeira paranoia bateu mesmo quando assisti “Um Dia” e odiei tanto o Dexter, chorei tanto, mas logo depois senti dó dele, e senti raiva dele nas outras treze vezes depois que assisti de novo e da mesma forma que a primeira eu senti uma dor no coração quando a Emma se foi, depois de tanto esperar por aquele amor. Como assim eles passam vinte anos até ficarem juntos e tudo acaba???? O filme só deu o rosto aos personagens que me fizeram chorar por horas enquanto lia página por página e não acreditava que tudo estava acabando daquela forma. Mas independentemente do que aconteceu eu senti que poderia ser de verdade com alguém, e também porque não comigo?

Eu não merecia um amor daqueles??

Aos quase trinta eu desejo que meu coração permita-me suspirar por um alguém. Desejo viver tudo outra vez, mesmo que as vezes machuque um pouco.

Porque como diz a canção “All you need is Love”.








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Minhas escolhas...

segunda-feira, maio 30, 2016 7 Comentários

Quando os seus dias são completos e você sente que não falta nada, você respira fundo e apenas agradece!

Quando seus dias parecem ter trilhas sonoras que não acabam nunca, você percebe que está sentada vendo os carros passarem, apenas observa as rápidas luzes e na sua cabeça aquela música nunca acaba, como se o seu mundo fosse um clipe musical!

Quando você abraça alguém e não quer soltar mais, e você percebe que todo mundo reparou o que está acontecendo entre vocês, mas não faz questão nenhuma de soltar.
Às vezes você se distrai como se ninguém pudesse perceber o que você está sentindo!
Outras vezes você percebe que os olhares se cruzaram e tem a sensação de que alguém mais percebeu e logo começa a ficar com as bochechas coradas.



Coisas antigas, vontades antigas, não faço isso, não faço aquilo, não gosto disso, parecem perder a importância na sua lista de prioridades da vida e de repente você se pega fazendo ou dizendo algo que você jamais pensou que faria!
Algumas coisas novas começam a ter uma importância diferente, alguns significados mudam!
E você já não se importa mais com o que as outras pessoas vão pensar de você. 
Acredito que isso chama-se: “Essa é a minha vida e não importa o que eu faço, as consequências são minhas. ”

Eu apenas sinto que devo lhe desejar:  “Parabéns”, pois há pessoas que passam a vida vivendo papeis inventados por eles que agradem a sociedade e as pessoa que estão em volta de seu mundo. 

Eu mesma já inventei uma eu. Sim, uma eu que seria legal, que agradaria a todos. Mas eu não conseguia me agradar em nada. Chega um momento da nossa vida que: ou agradamos o mundo, ou agradamos a nós mesmos. E eu te digo, não há nada melhor que agradar a nós mesmos. Não há nada melhor que dizer o que queremos dizer e não o que a pessoa quer ouvir de nós. Não há nada melhor que olhar no espelho e se aceitar. Se ver como você realmente é – sim, até com os defeitos!

Não há nada mais gratificante que começar a realizar seus próprios sonhos.
Não permita que ninguém diga se está certo ou errado o modo como você escolheu viver.
 
Carpe Diem!!


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