Meu universo dói...

domingo, janeiro 08, 2017 10 Comentários


Ás vezes você pode ter os melhores amigos ou até mesmo terapeutas, mas parece que as palavras não conseguem ser ditas, ou talvez que elas sairão de forma errada, a verdade é que sempre há segredos e cicatrizes em nosso coração que não conseguimos compartilhar.

Não sei como me expressar por aqui hoje, sem parecer meio confusa. A realidade é que a saudade chega em momentos que não conseguimos controlar, momentos até mesmo daqueles felizes como ir ao cinema. Sim, hoje fui ao cinema assistir ao filme “Minha mãe é uma peça 2”, e lhes digo, sai de lá com o coração um tanto apertado.

Como sair triste de um filme de comédia?

Para ser franca a felicidade aleatória do mundo a minha volta muitas vezes me emociona. Coisas das quais sei que não poderei viver outra vez, como passear com a minha mãe no shopping, dar um abraço na minha avó em um dia lindo de Natal, coisas que por direito eu já não tenho mais direito.

Confesso que assisti ao primeiro filme e achei a personagem do Paulo Gustavo bem engraçada, mais parecia gritar o filme todo. Dessa vez achei menos acelerada, mais mãe da vida real. Tenho certeza que todos veem suas mães e avós em muitas cenas.

Dessa vez eu vi minha mãe em tantos trechos que sai da sessão com o coração meio apertadinho, mas a cena em que eles quatro (mãe e seus três filhos) estão jogando Stop na mesa da cozinha me fez sorrir e ao mesmo tempo sentir as lágrimas escorrerem, porque eu vivi isso, e parece que foi a tantos e tantos anos atrás que eu não me lembrava mais da sensação.

Eu sinto falta da minha mãe todos os dias, apesar de a maioria dos dias parecer que está tudo indo muito bem, tem dias que a saudade destrói o coração. Tem dias que eu desejo apenas que acabe o dia para que eu sobreviva ao seu final.

Eu sei que eu sou outra pessoa desde que ela se foi, sei que me tornei melhor e muito mais forte, mas tem dias que eu preciso desmoronar. Tem dias que eu preciso me permitir ser fraca.


Uma dica eu deixo a todas as pessoas que tem uma mãe ao seu lado, ame-a. Simplesmente assim. Ame-a com tudo que você pode, com todo seu carinho e sua dedicação. Não há nada na vida que chegue perto do abraço de uma mãe.



sábado, dezembro 31, 2016 Nenhum comentário


Mais um dezembro chega e passa tão rápido quanto os piscas nas casas e árvores ao caminho!

Dezembro nos trás esperanças de que vem um novo começo, de que temos uma nova chance de consertar, reconquistar, recomeçar!

Recomeçar nossas listas de planejamentos anuais, academia, contas a pagar e dinheiro a guardar! Recomeçar aquela série que paramos a tempos, ou até mesmo replanejar aquele curso de inglês que há uns cinco anos está nas nossas listas de Ano Novo Vida Nova!

Dezembro encerra aquilo que deixou nosso coração apertado e sombrio, ele surge como aquela luz no fim do túnel!!

Eu tive um ano do qual não posso deixar de agradecer, pois consegui riscar várias coisas da minha listinha de coisas a fazer, como:
Não misturei meus problemas de vida e trabalho;
Desenvolvi pessoas e vi o crescimento das mesmas dentro da empresa em que trabalho;
Fiz uma nova amizade e ainda assim mantive todas as minhas amizades verdadeiras;
Tive as férias que eu planejei durante tanto tempo - Argentina e amigas;
Consegui reunir todas as pessoas que eu amo no dia do meu aniversário;
Viajei em família com meus irmãos e sobrinho;
Fui a todos os shows que eu quis;
Fiz minha primeira tattoo colorida e mais algumas depois;
Tive um bom ano no meu trabalho;
Me empoderei muito mais e cada dia mais acredito e aceito o feminismo;
Encontrei finalmente o ruivo tão desejado por mim;
Acredito que fiz diferença em algumas pessoas esse ano;
Passei todo o tempo que pude com meu sobrinho de 4 aninhos, entre cinema, passeios e nossas festas de pijama;
Fui promovida no final do ano;
E por fim me compreendi mais e me amei por isso!

Que cada um de nós possa aceitar o que a vida nos planeja e que saibamos lidar com as surpresas boas e também as que nos tiram do trilho!

Que Janeiro de 2017 seja apenas o primeiro mês de descobertas e renovações em nossa vida!

Feliz ano novo!

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Mas e se eu tivesse pedido para você ficar?

sexta-feira, setembro 23, 2016 5 Comentários

Leia Ouvindo: All I Ask - Adele


É como se alguém perguntasse, está tudo bem? Me conte um pouco sobre você?

E vem tudo à mente outra vez, você revive aquele final como se estivesse assistindo mais uma vez seu filme preferido, só que dessa vez machuca! Dói relembrar, dói dizer em voz alta tudo outra vez! Dói assistir de novo aquelas cenas na mente, dói reviver cada palavra daquela despedida!

Você se foi e não olhou para trás, parece que sabia que eu estava esperando você olhar para poder pedir para você ficar só mais ou pouco ou para sempre!
Você nunca atendeu nenhuma ligação, como se soubesse que me mataria aos poucos ouvir sua voz, saber de você!
Você nunca respondeu cartas, e-mails e qualquer tentativa de contato, como se você realmente soubesse que eu iria atrás de você onde quer que você estivesse!

Eu pedi para você me deixar,  me deixar viver e você simplesmente fez tudo aquilo que eu sempre pedi!
Mas e se eu tivesse pedido para você ficar?
Será que teria ficado?
E porque também não pediu para ficar?

Parece que o que vivemos apenas foi inventado por mim, perece que foi inventado para ser bonito, para ser tipo aquelas músicas da Adele, triste, lindo e perturbador!

Não sei se sinto falta de você ou se sinto falta de alguém que olhe nos meus olhos e saiba realmente o que se passa em minha alma! Porque o que tínhamos um pelo outro ia além dessa vida e de corpos, de toques! Foi algo que não senti com ninguém na vida, foi único e nada no mundo fazia falta e nem sentido quando estava ao seu lado!

Foi o amor mais lindamente insano que eu vivi!

Eu não sei onde você está hoje e não vou procurar saber por muitos anos, sei que está tudo bem com você, porque meu coração e minha alma me dizem!

Talvez nunca nos encontraremos de novo nessa vida, mas com você eu descobri "eu", com você eu me tornei a mulher da qual me orgulho, com você vivi sonhos, vivi decepções e mais que isso vivi o Amor, amor daqueles que nos faz sentir vontade de matar e morrer, amor esse, daqueles que gela o estômago e gela alma, amor desses que você sabe que valeu a pena viver mesmo que o fim não seja aquele de"felizes para sempre".




E ai, quantas vezes vocês passaram por essa situação de "E se?". Deixe seu comentário e curta a Página do Blog lá no Facebook!!!





Existe mais do que podemos ver?

segunda-feira, junho 13, 2016 9 Comentários



Quando você não sabe mais se vive ou apenas sobrevive aos dias da sua própria vida, você senta nas escadarias e sente o frio que congela não só seu rosto, mas também seu coração!

Eu pensei que amávamos uma vez na vida, e pensei que isso bastasse! Mas não basta! E eu não quero passar o tempo que me sobra sem amar outra vez! Eu quero sorrir quando alguém abrir minha porta da sala! Quero sorrir quando sentir o perfume que vai acelerar meu coração! Quero sorrir quando olhar nos olhos de alguém e sentir que é esse o meu alguém! Quero alguém para me fazer feliz e alguém que eu possa fazer também!

Aos quatorze anos eu imaginava como seria a minha vida, minha casa com meus três filhos e um marido tão bondoso!

Aos quinze tive a minha primeira e traumatizada decepção amorosa, daquelas com direito a música de fossa e brigadeiro de panela!


Aos dezoito eu percebi o quanto é maravilhoso ser jovem e viver tudo aquilo que queremos!

Aos vinte eu achava que não precisava de ninguém e que a felicidade é conquista diária minha (isso da felicidade ainda acho aos vinte e oito)!

Aos vinte e dois tive a minha segunda dolorida decepção amorosa!

Depois disso desacreditei um pouco mais no amor, depois disso assisti todos aqueles filmes tristes de romance, depois disso li todos (ou quase todos) aqueles livros do Nicholas Sparks.

Aos vinte e quatro eu estava focada em ser feliz - sozinha. Realizei várias coisas da minha lista de sonhos e desejos, fui a todos os shows e festivais que eu quis (e isso faço até hoje)!

Aos vinte e cinco eu tive a minha terceira decepção amorosa, mas essa foi diferente, porque foi dez anos após aquela primeira, mas a pessoa continuava sendo a mesma! Sim!! Eu pulei algumas etapas nessa história, mas apenas porque não houve história nesse tempo, porque não houve conversa, e porque era como se nada tivesse sido vivido, e talvez se eu tivesse sido diferente desde o início dessa história, quem sabe a minha história também teria um final diferente! E tudo o que vivo hoje seria outro!

Aos vinte e seis eu me sentia segura de quem eu era e das coisas que eu havia escolhido viver. Eu me sentia segura e não tinha medo de dizer que eu estava bem sozinha! (E eu sei que eu estava, pelo menos naquele momento).

Hoje aos vinte e oito, faltando pouco mais de um mês para os vinte e nove, eu estou em crise comigo mesma! Não sei se tem algo com a chegada dos quase trinta, não sei se tem algo com as perdas que tive nos últimos anos. Não sei se querer estar sozinha é o que eu quero lá no fundo do meu coração! Pensando no meu futuro (até ontem) eu imaginava eu, sozinha, feliz, realizada, destemida. Ponto. É isso! Eu minha casa, minhas coisas e minha liberdade adquirida lá aos quatorze anos, o melhor presente que ganhei até hoje de alguém! Sim, eu ganhei da minha mãe, junto a essa liberdade privilegiada veio a confiança que ela sentia em mim. E eu me apeguei tanto a isso que durante anos e anos questionei se valia a pena abrir mão por uma pessoa, quem quer que essa pessoa fosse.

Eu assisti “Diário de uma Paixão”, incontáveis vezes! Achava (ainda acho) o casal Noah e Allie o melhor dos casais de livro/filme de romance. Eu achava que amor de verdade era tudo aquilo! Da mesma forma que eu nunca perdoei a Rose por deixar o Jack na água fria!! Mas a verdadeira paranoia bateu mesmo quando assisti “Um Dia” e odiei tanto o Dexter, chorei tanto, mas logo depois senti dó dele, e senti raiva dele nas outras treze vezes depois que assisti de novo e da mesma forma que a primeira eu senti uma dor no coração quando a Emma se foi, depois de tanto esperar por aquele amor. Como assim eles passam vinte anos até ficarem juntos e tudo acaba???? O filme só deu o rosto aos personagens que me fizeram chorar por horas enquanto lia página por página e não acreditava que tudo estava acabando daquela forma. Mas independentemente do que aconteceu eu senti que poderia ser de verdade com alguém, e também porque não comigo?

Eu não merecia um amor daqueles??

Aos quase trinta eu desejo que meu coração permita-me suspirar por um alguém. Desejo viver tudo outra vez, mesmo que as vezes machuque um pouco.

Porque como diz a canção “All you need is Love”.








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Minhas escolhas...

segunda-feira, maio 30, 2016 7 Comentários

Quando os seus dias são completos e você sente que não falta nada, você respira fundo e apenas agradece!

Quando seus dias parecem ter trilhas sonoras que não acabam nunca, você percebe que está sentada vendo os carros passarem, apenas observa as rápidas luzes e na sua cabeça aquela música nunca acaba, como se o seu mundo fosse um clipe musical!

Quando você abraça alguém e não quer soltar mais, e você percebe que todo mundo reparou o que está acontecendo entre vocês, mas não faz questão nenhuma de soltar.
Às vezes você se distrai como se ninguém pudesse perceber o que você está sentindo!
Outras vezes você percebe que os olhares se cruzaram e tem a sensação de que alguém mais percebeu e logo começa a ficar com as bochechas coradas.



Coisas antigas, vontades antigas, não faço isso, não faço aquilo, não gosto disso, parecem perder a importância na sua lista de prioridades da vida e de repente você se pega fazendo ou dizendo algo que você jamais pensou que faria!
Algumas coisas novas começam a ter uma importância diferente, alguns significados mudam!
E você já não se importa mais com o que as outras pessoas vão pensar de você. 
Acredito que isso chama-se: “Essa é a minha vida e não importa o que eu faço, as consequências são minhas. ”

Eu apenas sinto que devo lhe desejar:  “Parabéns”, pois há pessoas que passam a vida vivendo papeis inventados por eles que agradem a sociedade e as pessoa que estão em volta de seu mundo. 

Eu mesma já inventei uma eu. Sim, uma eu que seria legal, que agradaria a todos. Mas eu não conseguia me agradar em nada. Chega um momento da nossa vida que: ou agradamos o mundo, ou agradamos a nós mesmos. E eu te digo, não há nada melhor que agradar a nós mesmos. Não há nada melhor que dizer o que queremos dizer e não o que a pessoa quer ouvir de nós. Não há nada melhor que olhar no espelho e se aceitar. Se ver como você realmente é – sim, até com os defeitos!

Não há nada mais gratificante que começar a realizar seus próprios sonhos.
Não permita que ninguém diga se está certo ou errado o modo como você escolheu viver.
 
Carpe Diem!!


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Insight

quarta-feira, maio 11, 2016 2 Comentários



Está anoitecendo e os carros não param de passar. A música alta no fone faz com que tudo pareça bem mais bonito do que realmente é!

Os carros passam rápido, mas as buzinas são abafadas pela voz da Adele, que toca Hello no repete e volume máximo!

E se alguém tivesse me perguntado como seria meu dia hoje, jamais eu saberia dizer como acabaria! Há tempos não tenho planos de como serão meus passos! Há tempos não tenho planos que exijo realizar!

Talvez eu tenha me cansado das frustrações que tive nos últimos anos, e agora é janeiro outra vez, tempo de renovar a esperança, agora é tudo novo de novo!

Posso desejar ser algo, viver alguma coisa, mas decidi não querer mais! Decidi sorrir com as simples coisas que nos surpreendem ao longo do dia. Decidi me surpreender quando alguém me abraça ou quando demonstra carinho. Decidi tantas coisas, como não pensar ou lembrar de você. Mas parece que algo me persegue.

Estou sentada vendo o mundo girar a minha volta, estou sentada e sei que a lua cheia que eu vejo hoje é a mesma que ilumina onde quer que você esteja.

Ás vezes queria te ligar, ouvir sua voz. Talvez eu até dissesse alguma coisa! Mas eu sei que amanhã quando eu acordasse seria tudo igual de novo, seria vazio, seria frio, seria sem você. 


E aí eu te ligaria para sempre?

Porque é apenas isso que você pode me dar!

Você é inacessível e é isso o que me faz querer ir atrás de você todas as vezes que me sinto mal, ou que me sinto só, ou as vezes em que tomo algumas doses extras de whisky. Se você atendesse eu não falaria nada, essa é a verdade, eu desligaria!

Eu perderia seu número só para encontrar novamente. Eu perguntaria de você por aí! Isso me faz te querer ainda hoje, saber que nunca estaremos juntos!

Hoje você tornou-se tudo o que eu não preciso mais para viver!

Mas nas minhas lembranças você era a pessoa perfeita! Era tudo aquilo que eu queria! Como pôde mudar tanto assim?? Como você foi da pessoa que eu mais queria ter nos meus dias, para o fantasma que assombra meus sonhos?


Apenas gostaria que existisse uma maneira de você libertar minha alma!








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Quando você descobre que não há mais o depois?

terça-feira, outubro 06, 2015 4 Comentários


Leia Ouvindo: I Have Nothing - Whitney Houston

Quantos são os assuntos que deixamos pendentes em nossas vidas?
Quantas vezes dizemos te ligo depois e jamais retornamos a ligação?
Quantas vezes nos despedimos de alguém, mas na verdade queríamos dizer, apenas fique?
Quantas vezes mudamos rápido de música porque ela nos trás as melhores e piores lembranças?
Quantas vezes pensamos no inicio de um novo relacionamento, dessa vez vai dar certo?
Quantas vezes desejamos que o momento congelasse e que fosse exatamente como está para sempre?
Quantas vezes respiramos fundo e estamos prontos a dizer tudo o que temos guardado há anos e na hora exata, respiramos fundo novamente e pensamos: “Deixa para depois, não é uma boa hora”!
Quando é uma boa hora? Quando é a hora certa para dizer eu te amo?
E se o amanhã não existir mais?
E se você não tiver outra chance para dizer qualquer coisa que seja?
E se você adiar tanto que chega uma hora você descobre que não há mais o seu depois?

Assim sendo, eu lhes digo uma hora você descobre sim que não há mais o depois para você, não importa o tempo, o meu foi há poucos dias. Sim! Eu descobri que não tenho mais o meu depois eu falo, depois eu escrevo uma carta ou qualquer depois que eu queira usar. Não que eu vá morrer ou que eu tenha sido diagnosticada com uma doença terminal, nem nada disso. Eu apenas deixei o tempo passar dia-a-dia, bem na minha frente e não fiz muito além de espionar a minha própria historia como coadjuvante enquanto o filme se passava.

Ao invés de dizer: “Hey! Olha aqui eu gosto de você”, eu apenas dizia: “Oi, quanto tempo?”.
Ao invés de dizer: “Já passou muito tempo, mas eu ainda gosto de você”, eu apenas dizia: “Nossa como o tempo passou rápido, como você está?”.

Eu amei e depois não deixei de amar, não deixei de achar que eu teria um “depois” feliz.
Te perdi a primeira vez, deixei que você fosse embora, não pedi para ficar, não pedi para voltar, fingi que estava tudo bem, sorri, brindei, alguns dias senti saudades, não deixei nenhum dia de te amar e quando eu achei que você nunca mais voltaria você mandou uma mensagem e disse: “Hey! Eu voltei!”. Eu não sabia se era real ou se eu estava sonhando, mas percebi que era real quando ouvi sua voz e quando pude tocar novamente em você. 

Passou uma semana e tudo parecia ilusório, e eu mais uma vez guardei tudo o que eu tinha a dizer para o momento que eu considerava ser o certo.

Hoje você acordou ao meu lado, sorriu, fez uma cara que fez meu coração acelerar, sorriu novamente, respirou fundo, passou a mão pelo rosto, pegou minha mão e disse que sentia muito. Em meio a tudo eu apenas sorri, mas de tão nervosa. Eu já tinha vivido essa cena há exatos dezessete anos atrás. Você pediu desculpas até eu conseguir dizer alguma coisa. E eu percebi que eu não poderia dizer nada. Que o momento que eu esperei durante todo esse tempo chegou e simplesmente passou bem rápido. Você se levantou, fechou a mala, vestiu a roupa, me abraçou e disse que não poderia ficar, disse que eu não poderia te pedir isso. Você deu um beijo no meu rosto, saiu e fechou a porta. Junto com você foi toda a minha esperança e toda a minha vontade de acreditar que amores reais existem.

Eu tive a melhor semana da minha vida, o melhor amor que eu poderia viver, mas porque você voltou se você sabia que no fim você iria embora outra vez? 

Você disse que precisava me ver mais uma vez, que precisava me sentir e me tocar, mas você sabia que era tudo pela ultima vez enquanto eu pensava que era a primeira de muitas outras que viriam, mas não, eu vivi as minhas ultimas vezes sem saber, sem sentir. O seu amor é egoísta. Não se ama pela metade. Não se vive pela metade.

Passou vinte quatro horas que aquela porta se fechou e agora recebo uma mensagem sua dizendo que chegou bem, dizendo que gostaria de estar aqui. Eu não posso e não quero acreditar em você. Não quero imaginar que essa é a última página do livro da nossa história.

Quando eu penso em alguma coisa para te responder, chega a seguinte mensagem:

“Passamos menos tempo juntos do que muitos casais passam na vida, mas acredite o pouco que vivemos é real, e vai ser real para sempre em nossas vidas, mesmo que separados. Não posso ficar com você agora e talvez nunca, mas jamais esquecerei o que vivemos. Estamos a quilômetros de distância, mas eu te sinto comigo todos os dias. Eu fui embora uma vez e nunca me perdoei, por isso voltei, eu tinha que me despedir do meu amor, eu tinha que dizer que você tem e merece viver a sua vida, eu tinha que te ter mais uma vez em meus braços e tinha que dizer que eu te amo, o quanto te amei e sempre vou amar. Você também nunca me pediu para ficar ou voltar, mas nunca deixei de acreditar que o nosso amor foi e é real.”

Eu não conseguia terminar de ler, porque meus olhos estavam repletos de lágrimas, mas quando terminei, percebi que aquilo era um adeus. O adeus mais triste e bonito – se é que se pode encontrar beleza na tristeza – que alguém poderia ter.

Eu apaguei o que eu tinha escrito e não mandei mais nada. Nunca mais liguei. Guardei o que de melhor vivemos, e ele estava certo o pouco que vivemos foi muito mais intenso e real do que muitas pessoas vivem durante toda a vida.


Nunca mais encontrarei esse tipo de amor disso eu tenho certeza, mas eu não posso deixar de acreditar.




 
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