Existe mais do que podemos ver?

segunda-feira, junho 13, 2016 9 Comentários



Quando você não sabe mais se vive ou apenas sobrevive aos dias da sua própria vida, você senta nas escadarias e sente o frio que congela não só seu rosto, mas também seu coração!

Eu pensei que amávamos uma vez na vida, e pensei que isso bastasse! Mas não basta! E eu não quero passar o tempo que me sobra sem amar outra vez! Eu quero sorrir quando alguém abrir minha porta da sala! Quero sorrir quando sentir o perfume que vai acelerar meu coração! Quero sorrir quando olhar nos olhos de alguém e sentir que é esse o meu alguém! Quero alguém para me fazer feliz e alguém que eu possa fazer também!

Aos quatorze anos eu imaginava como seria a minha vida, minha casa com meus três filhos e um marido tão bondoso!

Aos quinze tive a minha primeira e traumatizada decepção amorosa, daquelas com direito a música de fossa e brigadeiro de panela!


Aos dezoito eu percebi o quanto é maravilhoso ser jovem e viver tudo aquilo que queremos!

Aos vinte eu achava que não precisava de ninguém e que a felicidade é conquista diária minha (isso da felicidade ainda acho aos vinte e oito)!

Aos vinte e dois tive a minha segunda dolorida decepção amorosa!

Depois disso desacreditei um pouco mais no amor, depois disso assisti todos aqueles filmes tristes de romance, depois disso li todos (ou quase todos) aqueles livros do Nicholas Sparks.

Aos vinte e quatro eu estava focada em ser feliz - sozinha. Realizei várias coisas da minha lista de sonhos e desejos, fui a todos os shows e festivais que eu quis (e isso faço até hoje)!

Aos vinte e cinco eu tive a minha terceira decepção amorosa, mas essa foi diferente, porque foi dez anos após aquela primeira, mas a pessoa continuava sendo a mesma! Sim!! Eu pulei algumas etapas nessa história, mas apenas porque não houve história nesse tempo, porque não houve conversa, e porque era como se nada tivesse sido vivido, e talvez se eu tivesse sido diferente desde o início dessa história, quem sabe a minha história também teria um final diferente! E tudo o que vivo hoje seria outro!

Aos vinte e seis eu me sentia segura de quem eu era e das coisas que eu havia escolhido viver. Eu me sentia segura e não tinha medo de dizer que eu estava bem sozinha! (E eu sei que eu estava, pelo menos naquele momento).

Hoje aos vinte e oito, faltando pouco mais de um mês para os vinte e nove, eu estou em crise comigo mesma! Não sei se tem algo com a chegada dos quase trinta, não sei se tem algo com as perdas que tive nos últimos anos. Não sei se querer estar sozinha é o que eu quero lá no fundo do meu coração! Pensando no meu futuro (até ontem) eu imaginava eu, sozinha, feliz, realizada, destemida. Ponto. É isso! Eu minha casa, minhas coisas e minha liberdade adquirida lá aos quatorze anos, o melhor presente que ganhei até hoje de alguém! Sim, eu ganhei da minha mãe, junto a essa liberdade privilegiada veio a confiança que ela sentia em mim. E eu me apeguei tanto a isso que durante anos e anos questionei se valia a pena abrir mão por uma pessoa, quem quer que essa pessoa fosse.

Eu assisti “Diário de uma Paixão”, incontáveis vezes! Achava (ainda acho) o casal Noah e Allie o melhor dos casais de livro/filme de romance. Eu achava que amor de verdade era tudo aquilo! Da mesma forma que eu nunca perdoei a Rose por deixar o Jack na água fria!! Mas a verdadeira paranoia bateu mesmo quando assisti “Um Dia” e odiei tanto o Dexter, chorei tanto, mas logo depois senti dó dele, e senti raiva dele nas outras treze vezes depois que assisti de novo e da mesma forma que a primeira eu senti uma dor no coração quando a Emma se foi, depois de tanto esperar por aquele amor. Como assim eles passam vinte anos até ficarem juntos e tudo acaba???? O filme só deu o rosto aos personagens que me fizeram chorar por horas enquanto lia página por página e não acreditava que tudo estava acabando daquela forma. Mas independentemente do que aconteceu eu senti que poderia ser de verdade com alguém, e também porque não comigo?

Eu não merecia um amor daqueles??

Aos quase trinta eu desejo que meu coração permita-me suspirar por um alguém. Desejo viver tudo outra vez, mesmo que as vezes machuque um pouco.

Porque como diz a canção “All you need is Love”.








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Minhas escolhas...

segunda-feira, maio 30, 2016 6 Comentários

Quando os seus dias são completos e você sente que não falta nada, você respira fundo e apenas agradece!

Quando seus dias parecem ter trilhas sonoras que não acabam nunca, você percebe que está sentada vendo os carros passarem, apenas observa as rápidas luzes e na sua cabeça aquela música nunca acaba, como se o seu mundo fosse um clipe musical!

Quando você abraça alguém e não quer soltar mais, e você percebe que todo mundo reparou o que está acontecendo entre vocês, mas não faz questão nenhuma de soltar.
Às vezes você se distrai como se ninguém pudesse perceber o que você está sentindo!
Outras vezes você percebe que os olhares se cruzaram e tem a sensação de que alguém mais percebeu e logo começa a ficar com as bochechas coradas.



Coisas antigas, vontades antigas, não faço isso, não faço aquilo, não gosto disso, parecem perder a importância na sua lista de prioridades da vida e de repente você se pega fazendo ou dizendo algo que você jamais pensou que faria!
Algumas coisas novas começam a ter uma importância diferente, alguns significados mudam!
E você já não se importa mais com o que as outras pessoas vão pensar de você. 
Acredito que isso chama-se: “Essa é a minha vida e não importa o que eu faço, as consequências são minhas. ”

Eu apenas sinto que devo lhe desejar:  “Parabéns”, pois há pessoas que passam a vida vivendo papeis inventados por eles que agradem a sociedade e as pessoa que estão em volta de seu mundo. 

Eu mesma já inventei uma eu. Sim, uma eu que seria legal, que agradaria a todos. Mas eu não conseguia me agradar em nada. Chega um momento da nossa vida que: ou agradamos o mundo, ou agradamos a nós mesmos. E eu te digo, não há nada melhor que agradar a nós mesmos. Não há nada melhor que dizer o que queremos dizer e não o que a pessoa quer ouvir de nós. Não há nada melhor que olhar no espelho e se aceitar. Se ver como você realmente é – sim, até com os defeitos!

Não há nada mais gratificante que começar a realizar seus próprios sonhos.
Não permita que ninguém diga se está certo ou errado o modo como você escolheu viver.
 
Carpe Diem!!


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Insight

quarta-feira, maio 11, 2016 2 Comentários



Está anoitecendo e os carros não param de passar. A música alta no fone faz com que tudo pareça bem mais bonito do que realmente é!

Os carros passam rápido, mas as buzinas são abafadas pela voz da Adele, que toca Hello no repete e volume máximo!

E se alguém tivesse me perguntado como seria meu dia hoje, jamais eu saberia dizer como acabaria! Há tempos não tenho planos de como serão meus passos! Há tempos não tenho planos que exijo realizar!

Talvez eu tenha me cansado das frustrações que tive nos últimos anos, e agora é janeiro outra vez, tempo de renovar a esperança, agora é tudo novo de novo!

Posso desejar ser algo, viver alguma coisa, mas decidi não querer mais! Decidi sorrir com as simples coisas que nos surpreendem ao longo do dia. Decidi me surpreender quando alguém me abraça ou quando demonstra carinho. Decidi tantas coisas, como não pensar ou lembrar de você. Mas parece que algo me persegue.

Estou sentada vendo o mundo girar a minha volta, estou sentada e sei que a lua cheia que eu vejo hoje é a mesma que ilumina onde quer que você esteja.

Ás vezes queria te ligar, ouvir sua voz. Talvez eu até dissesse alguma coisa! Mas eu sei que amanhã quando eu acordasse seria tudo igual de novo, seria vazio, seria frio, seria sem você. 


E aí eu te ligaria para sempre?

Porque é apenas isso que você pode me dar!

Você é inacessível e é isso o que me faz querer ir atrás de você todas as vezes que me sinto mal, ou que me sinto só, ou as vezes em que tomo algumas doses extras de whisky. Se você atendesse eu não falaria nada, essa é a verdade, eu desligaria!

Eu perderia seu número só para encontrar novamente. Eu perguntaria de você por aí! Isso me faz te querer ainda hoje, saber que nunca estaremos juntos!

Hoje você tornou-se tudo o que eu não preciso mais para viver!

Mas nas minhas lembranças você era a pessoa perfeita! Era tudo aquilo que eu queria! Como pôde mudar tanto assim?? Como você foi da pessoa que eu mais queria ter nos meus dias, para o fantasma que assombra meus sonhos?


Apenas gostaria que existisse uma maneira de você libertar minha alma!








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Quando você descobre que não há mais o depois?

terça-feira, outubro 06, 2015 4 Comentários


Leia Ouvindo: I Have Nothing - Whitney Houston

Quantos são os assuntos que deixamos pendentes em nossas vidas?
Quantas vezes dizemos te ligo depois e jamais retornamos a ligação?
Quantas vezes nos despedimos de alguém, mas na verdade queríamos dizer, apenas fique?
Quantas vezes mudamos rápido de música porque ela nos trás as melhores e piores lembranças?
Quantas vezes pensamos no inicio de um novo relacionamento, dessa vez vai dar certo?
Quantas vezes desejamos que o momento congelasse e que fosse exatamente como está para sempre?
Quantas vezes respiramos fundo e estamos prontos a dizer tudo o que temos guardado há anos e na hora exata, respiramos fundo novamente e pensamos: “Deixa para depois, não é uma boa hora”!
Quando é uma boa hora? Quando é a hora certa para dizer eu te amo?
E se o amanhã não existir mais?
E se você não tiver outra chance para dizer qualquer coisa que seja?
E se você adiar tanto que chega uma hora você descobre que não há mais o seu depois?

Assim sendo, eu lhes digo uma hora você descobre sim que não há mais o depois para você, não importa o tempo, o meu foi há poucos dias. Sim! Eu descobri que não tenho mais o meu depois eu falo, depois eu escrevo uma carta ou qualquer depois que eu queira usar. Não que eu vá morrer ou que eu tenha sido diagnosticada com uma doença terminal, nem nada disso. Eu apenas deixei o tempo passar dia-a-dia, bem na minha frente e não fiz muito além de espionar a minha própria historia como coadjuvante enquanto o filme se passava.

Ao invés de dizer: “Hey! Olha aqui eu gosto de você”, eu apenas dizia: “Oi, quanto tempo?”.
Ao invés de dizer: “Já passou muito tempo, mas eu ainda gosto de você”, eu apenas dizia: “Nossa como o tempo passou rápido, como você está?”.

Eu amei e depois não deixei de amar, não deixei de achar que eu teria um “depois” feliz.
Te perdi a primeira vez, deixei que você fosse embora, não pedi para ficar, não pedi para voltar, fingi que estava tudo bem, sorri, brindei, alguns dias senti saudades, não deixei nenhum dia de te amar e quando eu achei que você nunca mais voltaria você mandou uma mensagem e disse: “Hey! Eu voltei!”. Eu não sabia se era real ou se eu estava sonhando, mas percebi que era real quando ouvi sua voz e quando pude tocar novamente em você. 

Passou uma semana e tudo parecia ilusório, e eu mais uma vez guardei tudo o que eu tinha a dizer para o momento que eu considerava ser o certo.

Hoje você acordou ao meu lado, sorriu, fez uma cara que fez meu coração acelerar, sorriu novamente, respirou fundo, passou a mão pelo rosto, pegou minha mão e disse que sentia muito. Em meio a tudo eu apenas sorri, mas de tão nervosa. Eu já tinha vivido essa cena há exatos dezessete anos atrás. Você pediu desculpas até eu conseguir dizer alguma coisa. E eu percebi que eu não poderia dizer nada. Que o momento que eu esperei durante todo esse tempo chegou e simplesmente passou bem rápido. Você se levantou, fechou a mala, vestiu a roupa, me abraçou e disse que não poderia ficar, disse que eu não poderia te pedir isso. Você deu um beijo no meu rosto, saiu e fechou a porta. Junto com você foi toda a minha esperança e toda a minha vontade de acreditar que amores reais existem.

Eu tive a melhor semana da minha vida, o melhor amor que eu poderia viver, mas porque você voltou se você sabia que no fim você iria embora outra vez? 

Você disse que precisava me ver mais uma vez, que precisava me sentir e me tocar, mas você sabia que era tudo pela ultima vez enquanto eu pensava que era a primeira de muitas outras que viriam, mas não, eu vivi as minhas ultimas vezes sem saber, sem sentir. O seu amor é egoísta. Não se ama pela metade. Não se vive pela metade.

Passou vinte quatro horas que aquela porta se fechou e agora recebo uma mensagem sua dizendo que chegou bem, dizendo que gostaria de estar aqui. Eu não posso e não quero acreditar em você. Não quero imaginar que essa é a última página do livro da nossa história.

Quando eu penso em alguma coisa para te responder, chega a seguinte mensagem:

“Passamos menos tempo juntos do que muitos casais passam na vida, mas acredite o pouco que vivemos é real, e vai ser real para sempre em nossas vidas, mesmo que separados. Não posso ficar com você agora e talvez nunca, mas jamais esquecerei o que vivemos. Estamos a quilômetros de distância, mas eu te sinto comigo todos os dias. Eu fui embora uma vez e nunca me perdoei, por isso voltei, eu tinha que me despedir do meu amor, eu tinha que dizer que você tem e merece viver a sua vida, eu tinha que te ter mais uma vez em meus braços e tinha que dizer que eu te amo, o quanto te amei e sempre vou amar. Você também nunca me pediu para ficar ou voltar, mas nunca deixei de acreditar que o nosso amor foi e é real.”

Eu não conseguia terminar de ler, porque meus olhos estavam repletos de lágrimas, mas quando terminei, percebi que aquilo era um adeus. O adeus mais triste e bonito – se é que se pode encontrar beleza na tristeza – que alguém poderia ter.

Eu apaguei o que eu tinha escrito e não mandei mais nada. Nunca mais liguei. Guardei o que de melhor vivemos, e ele estava certo o pouco que vivemos foi muito mais intenso e real do que muitas pessoas vivem durante toda a vida.


Nunca mais encontrarei esse tipo de amor disso eu tenho certeza, mas eu não posso deixar de acreditar.




Entre ficar e estar sozinho, qual o melhor caminho a escolher?

segunda-feira, agosto 24, 2015 Nenhum comentário



Entre ficar e estar sozinho, qual o melhor caminho a escolher? 

Há quem me diga que os dois são a mesma coisa, mas será?

Acredito que ficar sozinhos nós nunca realmente ficaremos, sempre haverá uma pessoa para nos abraçar no momento de tristeza, nos ajudar a levantar num momento de fraqueza, mas talvez não seja a pessoa que esperamos e desejamos ao nosso lado. E por isso, eu digo, há momentos sim em nossa passagem por essa vida, que mesmo rodeado de pessoas, nós ainda assim estamos sozinhos! 



Há momentos que estamos sentados e vemos apenas os carros passarem.
Há momentos que a música em nossa mente é mais alta que nossos próprios pensamentos!
Há momentos que ainda nem anoiteceu, mas a escuridão já aparece em nossa volta!
Há dias que as horas passam tão rápido quanto um piscar duplo de olhos. Já outros dias parece que o mundo está passeando em câmera lenta por nossa órbita!
Há momentos que percebemos que estamos sorrindo sozinhos enquanto esperamos o ônibus na rodoviária, enquanto em tantos outros momentos nos forçamos a apenas sorrir - mostrar os dentes!
Fazemos nossa própria trilha sonora de vida, escrevemos nosso próprio roteiro de viver, como se fosse simples igual aos filmes de romance que assistimos aos sábados à noite (sozinhos e de pijamas).

Nunca sabemos quando realmente estamos a sós! 

Imagino que no momento em que nos sentirmos total e completamente cheios de vida, cheios de vontade de viver (sozinhos ou não) estaremos prontos para todo o resto. 

Nunca estamos preparados para as coisas ruins, muito menos para o pior, e infelizmente não somos capazes de prever nosso futuro, mas se nos prepararmos e prepararmos nossos corações para todas as circunstâncias, seremos mais verdadeiros com nós mesmos. Embora, parece egoísta ou sarcástico com nossas próprias escolhas! 


Estar sozinho nos permite nos autoconhecer, permite que possamos dizer se gostamos ou não, se queremos ou não e um dos pontos principais, se precisamos ou não. 

Permite além disso, que nos bastamos!

Ser verdadeiro com nós mesmos e nossas escolhas, não faz de nós pessoas frias, nem pessoas más, faz de nós pessoas fortes e completas! Pessoas que aceitam a realidade!  



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Vinte e Oito...

terça-feira, julho 28, 2015 2 Comentários


Não poderia ser diferente, eu teria que compartilhar a minha entrada aos vinte e oito de alguma maneira, e certamente, seria sentada em frente dessa tela, ouvindo With Arms Wide Open, do Creed, e refletindo o que me aconteceu nessa última década.

Porque quando fazemos dezoito anos tudo o que queremos na verdade é que as milhares de coisas que viviam em nossa imaginação tornem-se de fato reais.

Graças a Deus eu sempre tive uma mãe que estava um além das outras tantas mães das pessoas que tinham a mesma idade que eu, ela me deixava fazer simplesmente todas as coisas desde que eu a mantivesse informada e participante da minha vida. E não é que deu certo! Eu ganhei de presente dela o meu bem mais precioso, a LIBERDADE! Ela me criou para ser a filha que não precisava mentir que iria dormir na casa das amigas para poder ir para as festas. Simplesmente, ela participou da minha vida. Levou-me nas entrevistas de emprego, fez meu curriculum, me levou no meu primeiro dia de trabalho no meu primeiro emprego e em tantos outros dias que se seguiram. Ela me criou para o mundo, e sempre disse que eu seria tudo aquilo que ela não foi. Fez-me acreditar tanto que eu poderia ser o que e quem eu quisesse que eu fui, e sou!

Hoje aos vinte e oito anos de idade – cronológica, eu posso afirmar que vivi uma década de sonhos, frustrações e realizações que eu sei que jamais viverei outra vez! A década dos dramas, das paixões e dos amores mal resolvidos.

Ser adulta não é coisa fácil! E quem disse que seria?

Descobri o amor, vivi, me decepcionei, me decepcionaram, chorei, sorri, sofri por um tempo e quando colei meus cacos, me quebrei novamente. Tranquei-me em meu mundo particular, e assim continuo. Ou continuava!?

Tornei-me adulta, mais ou menos lá pelos vinte e quatro anos, isso porque a minha se foi. Paguei as contas de casa, fiz as compras no mercado, dividi as tarefas da casa e percebi que agora já não tinha mais como fugir, ou eu cuidava de mim e da minha vida ou eu me perdia de mim mesma.

Dez anos que se passou de uma forma ironicamente louca e inusitada. Passou e me fez estar aqui, agora ouvindo meu muso musical do momento, James Bay.

Despedi-me de pessoas que foram embora para sempre e de outras que às vezes eu encontro por ai. 

Fiz amizades tão passageiras, mas que me deixaram marcas tão felizes! E fiz amizades que serão para sempre. Aos dezoito conheci as melhores e as piores pessoas que eu poderia conhecer na vida, a diferença é que as melhores continuam ao meu lado até hoje. E a verdade é que eu preciso lhes agradecer por me aguentarem por tanto tempo assim, por que eu sei o quanto sou chata, irritante, irônica e também o quanto eu amo vocês.

Com o passar do tempo, descobri que distancia não separa ninguém, nem amigos. Isso é desculpa para gente fraca (de amor).

Ao mesmo tempo em que eu brinco e dou risadas, me sentindo uma garota de dezoito anos, às vezes me pego dando conselhos para outras pessoas e me sinto tão a velhoca que já viveu tudo o que tinha para viver.

Aos vinte e cinco, acontece aquele momento na minha vida que nenhuma irmã mais velha que viver, torno-me Tia! Uma palavra tão pequena, que fez tudo em minha volta mudar, incluindo eu! Que fez meus dias serem mais coloridos e mais felizes – menos quando tenho que assistir o mesmo episódio de Peppa Pig pela terceira vez seguida!

Sei que não me apego com facilidade, mas não entre jamais em meu coração, porque ai vão ser dois problemas, um pra mim e um para você.

Hoje na entrada dos vinte e oito eu apenas respiro fundo e me pergunto o que Saturno aprontou para mim nesses dois anos que virão?

Eu já senti aquele amor que nos faz respirar mais devagar enquanto o coração acelera. E eu ainda acho que esse amor só existe uma vez na vida. Porque nunca vai ser igual com mais ninguém.

Eu já me despedi da pessoa mais importante do meu mundo.

Eu já tantas coisas e eu nunca muito mais ainda.

Eu nunca pulei de bungee jump, nem fui a um show do U2, nunca fiz um cruzeiro, nem nunca disse “Eu te amo” olhando nos olhos de alguém. Eu ainda nem escrevi um livro.

Eu nunca entendi porque a vida me deu irmãos, já que meu sonho quando era criança era ser filha única. Irmãos passam o tempo todo brigando e falando besteiras uns para os outros. Até que um dia percebemos que nossas mães se vão, e ai ficam os irmãos, e ai, as brigas e as besteiras já não são tão constante como antes. E que ficar acordada esperando a chave deles na porta faz parte de mim agora, mesmo que eles não saibam que eu sei que eles chegaram são e salvos!

Hoje sei que vivi ainda apenas vinte e sete anos e sei que tenho um mar de vida para viver e realizar.


Eu cresci achando que a vida é maravilhosa como nos filmes e nos livros (até eu conhecer Nicholas Sparks)!

E sim, a vida pode ser o que você quiser e permitir que ela seja!

E eu? Eu acredito!

Feliz vinte oito anos jovem mulher!

Bem vindo Saturno!






Talvez hoje possa ser o dia que eu engula algumas daquelas coisas que você dizia que eu iria engolir.

domingo, maio 10, 2015 5 Comentários



Leia ouvindo: James Bay - Let it Go


Desviei-me no meu próprio caminho, mas o problema foi que eu já tinha traçado e definido por aonde ir.

Deixei de me preocupar muito com o amanhã. Deixei de me preocupar com o que não consigo acolher ao meu universo particular.
Simplesmente resolvi deitar e fechar os olhos. Resolvi sorrir ao acordar e respirar fundo antes de dizer qualquer coisa como resposta. Sorrir nem sempre é o melhor que eu tenho a fazer, mas a verdade é que realmente ajuda. E o melhor, não custa nada!

Percebi que estar apaixonado faz com que vejamos o mundo de uma forma diferente. Nesse caso, resolvi me permitir sim  estar enxergando tudo mais colorido. Amar doí. Estar apaixonado inspira. Mas o melhor de tudo, é que a paixão em si, pode ser por qualquer coisa que nos faça bem. Estar apaixonado por um trabalho novo, por uma pessoa nova em sua vida, por um novo cantor ou um livro do qual você ainda não terminou de ler, estar apaixonado simplesmente se torna tão simples e nos motiva a estar cada dia mais leves com nos mesmos e nossos pensamentos.

Não precisa ser amor para ter alguém para desejar bom dia e boa noite. Não precisa ser amor para sentir falta da pessoa. Simplesmente precisa se permitir a sentir algo. Não precisa ser amor para sentir o coração bater mais forte. Ah! Perai! Acho que para isso precisa ser amor sim! Bom não sei ao certo se precisa! Quem sabe em breve descobriremos!

Descobri que não precisa ser amor para ouvir mais de vinte vezes a mesma música no último volume dançando no escuro! Acabei descobrindo tantas coisas. Permiti-me ser mais aberta comigo e com o mundo.

Entendi que não preciso estar mal nem triste com as coisas que perdi e nem pelas pessoas que se foram, porque eu vivi o meu melhor ao lado delas. E não me torna uma pessoa ruim sorrir nas datas comemorativas porque essas pessoas se foram. Isso faz de mim forte o suficiente para compreender as más surpresas que o mundo trouxe ao meu universo. Isso faz de mim uma pessoa que supera a cada dia a tristeza de todas as perdas que teve.

No momento em que eu olhei no espelho e não consegui me enxergar, me perguntei se estava vivendo da maneira correta.  Nem seu soube o que responder a mim mesma. Mas eu tive/tenho o desejo de que eu reconheça a outra face da próxima vez em que eu me fizer está pergunta outra vez.

Cicatrizes não se apagam, mas elas diminuem e às vezes quase desaparecem. Muitas vezes nós só lembramos que elas estão lá quando alguém nos pergunta como as conseguimos.


E pra finalizar: nem sempre temos que gostar das mesmas coisas para ser amigos, namorados, ou seja lá o que for, de alguém. Mas isso fica para um próximo post!







 
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