Compartilhando um desabafo...

sexta-feira, maio 10, 2013

"Quando a gente quer demais, qualquer muito parece pouco. E eu sempre fui da tribo das insatisfeitas. Se eu posso ter mais, porque me contentaria com menos? 'Odeio comodismo' sempre foi meu argumento oficial. E de repente, me vejo acomodada. Amarrada, em cárcere privado, vítima dos meus próprios fantasmas. Alguém comigo há anos, que nunca esteve realmente do meu lado, só porque isso é quase ter alguém e, não que seja melhor que nada, mas é que eu já tô cheia de 'nadas'. Histórias organizadas por durabilidade numa prateleira empoeirada e o que me sobrou disso tudo? Me doei tanto, que hoje em dia me falto. Me doí tanto, que até hoje sangra. Vira e mexe, em dias frios ou quando toca uma música boba. Quase passa, mas não passa nunca. Eu já não suporto o gosto agridoce de fingir que tá tudo bem. E ter paz por dias contados. Eu nunca achei justo ter feito tantos curativos, ainda que a força, e ser deixada sempre aos meus próprios cuidados. Eu não abro mão da minha independência, faço questão de segurar meus trancos, mas que falta me faz alguém querendo dividir o peso comigo. Ainda que eu não aceite. E todas as vezes que eu não peço, eu preciso tanto de colo. Aí alguém vem e enche o meu copo, o que piora tudo muito mais. Não quero vodka. Não quero um corpo, não quero uma boca, eu não quero sair numa sexta à noite. Quero não sentir tudo esmagado aqui dentro, do jeito que tá agora. E fica tantas vezes. Eu penso, digo em voz alta, repito em outros tons e não consigo achar que seja pedir demais querer alguém que sinta a minha falta, faça questão de mim. Queria ouvir que tá tudo bem e que de alguma forma esteja, só porque ele tá ali, pra mim e por mim. Tirar o salto e ficar brega, imatura, apaixonada. Como canta Los Hermanos, a gente só queria um amor, Deus ás vezes parece se esquecer."

Marcella Fernanda


Geralmente eu coloco textos de minha autoria, mas hoje sem querer tava no face e comecei a ler esse texto, não consegui parar até chegar ao fim... amei... é muito aconteceu comigo, com você e acho que com a Marcella também, é como se a gente se encontrasse em cada nova frase e momento. Eu mesma, digo que amo a minha liberdade, a minha independência e todas as coisas boas que eu construí para o meu mundinho particular, mas no fundo, o que não temos coragem para assumir é que precisamos de alguém segurando nossas mãos. Precisamos sim de alguém nos dizendo que tudo vai dar certo. Alguém que nos diga como estamos bonitas, perfumadas. Precisamos nos enxergar no brilho de outros olhos que não seja nosso reflexo em frente ao espelho.
 Todos nós precisamos de um amor, de um carinho, de um abraço de verdade. Isso é o que nos mantem vivos.



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